Webjornal - Mensal  - Edição 94 - Aracaju, 15 de outubro a 12 de novembro de 2006
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Turismo

Bienvenido a España (II)

Texto e fotos Carla Jamille*

No meu artigo anterior, falei da minha visita a Madri. Depois, segui viagem para Toledo. Pelo caminho, avistamos os moinhos de La Mancha, palco da célebre batalha de Dom Quixote contra os imaginários gigantes, segundo a obra literária de Cervantes. De repente, foi como se atravessássemos o túnel do tempo ao chegar a Toledo, considerada a cidade medieval mais preservada do mundo. Por lá, romanos, visigodos e mouros passaram e deixaram um pouco de sua história em vários monumentos espalhados pela região, entre eles a ilustre Catedral de Toledo.

Este imenso centro espiritual chama atenção por causa dos diferentes estilos arquitetônicos usados, como o gótico francês na parte externa e o estilo híbrido cristão-islâmico na parte interna. Sobressaem ainda as belas esculturas do altar em estilo barroco. Numa das igrejas (São Tomé), vimos à obra-prima do pintor El Greco, O enterro do Conde Orgaz.

Seguindo em direção ao norte de Andaluzia, demos uma paradinha em Córdoba. Admirados ao ver uma mesquita de 12 séculos, ficamos impressionados como pode naquela época eles conseguirem erguer um teto, com mais de 850 colunas de granito, em formato de arcos vermelhos e brancos. Outro destaque, no seu interior, é o mihrab, lugar reservado para oração que guarda uma cópia dourada do Alcorão. Este lugar representava o poder do Islã na Península Ibérica e, mais tarde, transformou-se numa catedral, assim como todas as outras mesquitas da Espanha, após a retomada dos reis cristãos.

Porém, em Granada, os mouros construíram o majestoso Alhambra para ficar marcada a sua expansão. Este suntuoso exemplo de arquitetura foi criado pelos  muçulmanos para ser seu paraíso terrestre. Gesso, madeira e azulejo sob mãos talentosas, fizeram surgir salas e pátios espetaculares. Na sala dos Embaixadores, o teto com sete relevos representa os céus do cosmo mulçumano. Já no pátio de Arrayanes, há uma piscina cristalina refletindo luz nas salas ao redor. A mais exuberante é a sala dos Abencerrajes, cujo teto apresenta um padrão geométrico inspirado no teorema de Pitágoras.

Alguns de nossos amigos resolveram atravessar o estreito de Gilbraltar e ir para Marrocos, numa aventura pra lá de excitante. Nós decidimos ir para Sevilha e aproveitar o clima descontraído e histórico da cidade. Pelo antigo gueto judaico, fomos a restaurantes e bares, comemos tapas, assistimos a dança flamenca e tudo que a cidade nos oferecia. No entanto, a viagem só está começando e, agora, vamos avançar no tempo para conhecer a França do século XXI.

*Estudante de jornalismo da FACHA/RJ

                                 

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