|
|
|
|
|
imprensa Vieira e a globalização Notícias do Brasil no século XVII Por Maria Cecília Guirado*
Os senhores poucos, os escravos muitos; os senhores rompendo galés, os escravos despidos e nus; os senhores se banqueteando, os escravos perecendo à fome; os senhores nadando em outro e prata, os escravos carregados de ferros; os senhores tratando-os como brutos, os escravos adorando-os e temendo-os como deuses; os senhores em pé, apontando para o açoite, como estátuas de soberba e tirania, os escravos prostrados com as mãos atadas atrás, como imagens vilíssimas da servidão e espetáculos de extrema miséria.(Padre António Vieira) 1. Em defesa dos índios e do conhecimento Por essa época, andava o Brasil a expandir-se para os lados do Norte e do Nordeste. Longe do humanismo renascentista, longe de um indício de consciência nacional, o país vai juntando suas peças históricas sobre o amálgama do primitivo missioneirismo medieval da Companhia de Jesus. “Não tardou, ao raiar o séc. XVII, a expansão portuguesa até o Ceará, Maranhão, Pará, e o Amazonas.(...) Os homens no Brasil têm a liberdade de movimento de uma raça jovem e forte que se adestra na luta com o estrangeiro para em seguida vencer a terra”. Mas, nem sempre o vencedor é o verdadeiro dono da terra. Antes mesmo da chegada do pe. António Vieira a São Luís, em 1652, as escaramuças entre jesuítas e colonos portugueses - que tinham em seu poder os índios cativos - já dividiam opiniões. “Entre 1653 e 1661, Vieira desenvolve incansável trabalho missionário no Maranhão”. Chegando a usar sete idiomas indígenas em suas pregações, Vieira posicionou-se contra os escravizadores de índios, fossem eles capturados por “guerra justa” ou por qualquer outra forma cerceamento da liberdade. Mesmo ameaçados pela vociferação da doutrina jesuítica com a perda de suas almas - pelo aprisionamento dos índios em suas roças ou portas adentro -, os colonos lusitanos do Maranhão, assim como os que viviam no restante do país, inauguram sua história tendo como esteio os trabalhos forçados dos legítimos moradores do Brasil. Enquanto isso, em Portugal floresciam as primeiras publicações jornalísticas. E aqui se faz necessária uma pequena digressão histórica. Com apoio do levantamento realizado por José Tengarrinha, entre 1555 e 1641 foram publicadas 32 relações, sendo 43% delas relativas à expansão ultramarina. Incorporando, de certa forma, o espírito do jornalismo moderno. Entretanto, as notícias dessas relações não apareciam arrumadas em seções como nos periódicos da atualidade. Os autores preferiam seguir os acontecimentos cronologicamente, com o intuito de sistematizá-los, como ocorrerá mais tarde, com a produção das Gazetas. Segundo Marques de Melo os séculos XVI e XVII representam um período de decadência da imprensa em toda a Europa, (...) convertendo-se em instrumento exclusivo dos regimes absolutistas triunfantes, que cerceiam as atividades dos tipógrafos e impressores, ao contrário do século XV, quando havia uma certa liberdade de imprimir e editar quaisquer publicações, facilitando a divulgação das idéias das várias correntes que integravam a elite cultural. No entanto, a publicação das relações intensificou-se durante a primeira metade do século XVII e, tal como refere Maria Luisa Mas, muitas delas incitavam o povo a sublevar-se contra a dominação dos castelhanos. Contudo, o primeiro jornal impresso em Portugal é a Gazeta em Que Se Relatam as Novas todas Que Houve Nesta Corte e Que Vieram de Várias Partes no Mês de Novembro de 1641, na oficina de Lourenço Anvers, com privilégio real concedido a Manuel de Gallegos. Segundo Bessa, esta gazeta publicou-se mensalmente até Setembro de 1647, havendo meses em que se publicavam dois números ou um exemplar correspondente a dois meses. Tinha por redator Fr. Francisco Brandão e um provável colaborador especial: o próprio rei D. João IV. (...) O retardamento que ocorre no nascimento do Jornalismo, como forma de comunicação coletiva, deve-se inclusive ao regime de controle a que é submetida a imprensa dos séculos XVI e XVII. As publicações periódicas que surgem já no século XVII e no século XVIII, pelo fato de estarem vinculadas a iniciativas governamentais, e conseqüentemente submetidas à censura prévia, não conseguem impor-se como veículos de informação popular, nem tampouco conseguem neutralizar o impacto das clandestinas gazetas manuscritas e dos pasquins (BOIVIN apud MELO, 2003:57). Na verdade o primeiro exemplar do jornalismo periódico em lusa-língua surgirá, no ano de 1663, em Lisboa com o nome de Mercúrio Português, redigido pelo diplomata António Souza de Macedo. Este jornal tinha uma tiragem mensal e editou-se até Julho de 1667 (GUIRADO, 2001: 67). Assim, o século XVII cumpre seu papel de sistematização – tanto no campo das Ciências, como no campo das Letras – e de difusão do conhecimento. Voltando ao Brasil, em 1654, Antonio Vieira prega o Sermão de Santo Antonio aos Peixes, denunciando os crimes cometidos contra o povo do Maranhão. Por meio de metáforas e elipses barrocas, o missionário cita o exemplo da isca que atrai e ilude tanto homens como peixes: Por este exemplo vos concedo, peixes, que os homens fazem o mesmo que vós, posto que me parece que não foi este o fundamento da vossa resposta ou escusa, porque cá no Maranhão, ainda que se derrame tanto sangue, não há exércitos, nem esta ambição de hábitos. Neste sermão, segundo Bosi Vieira, neste sermão, “aperta os cravelhos do seu instrumento retórico para demover o clero e a nobreza de seu apego ao injusto sistema de isenção tributária, tão nocivo ao erário real quanto oneroso para o Terceiro Estado, aí chamado ‘povo’”. Semelhanças com os anos que correm no Brasil, em pleno século XXI, não são meras coincidências, são desdobramentos da economia colonial. A seguir, demonstra a estratégia de sedução do colonizador em sua sina de explorar: Quem pesca as vidas a todos os homens do Maranhão, e com que? Um homem do mar com uns retalhos de pano. Vem um mestre de navio de Portugal com quatro varreduras das lojas, com quatro panos e quatro sedas, que já se lhes passou a era e não tem gasto; o que faz? Isca com aqueles trapos aos moradores da nossa terra: dá-lhes uma sacadela e dá-lhes outra, com que cada vez lhes sobre mais o preço; e os bonitos, ou os que querem parecer, todos esfaimados aos trapos, e ali ficam engasgados e presos, com dívidas de um ano para outro ano, e de uma safra pra outra safra, e lá vai a vida. Isto não é encarecimento. Todos a trabalhar toda a vida, ou na roça, ou na cana, ou no engenho, ou no tabacal; e este trabalho de toda a vida, quem o leva? Não o levam os coches, nem as liteiras, nem os cavalos, nem os escudeiros, nem os pajens, nem os lacaios, nem as tapeçarias, nem as pinturas, nem as baixelas, nem as jóias; pois em que se vai e despende toda a vida? No triste farrapo com que se saem à rua, e para isso se matam todo o ano. 2. Da linguagem: entre a política e a teologia“Vieira falava a um auditório para o qual o nobre era ontologicamente nobre; o clero, clero in aeternum; o vilão, vilão; o cristão, cristão; o judeu, judeu. Assim o quisera a vontade divina, assim o estabeleceria a natureza das coisas”. Linguagem que ele aprimorou nos últimos anos de existência, entre 1688 e 1697, quando veio a falecer, em Salvador, aos 89 anos. O rigor, na reelaboração dos Sermões, Cartas, e outros escritos, além das preocupações literárias e religiosas, fora reforçado por suas convicções políticas às crenças sebastianistas, milenaristas e ao V Império:O seu empenho político o obrigava a induzir os ouvintes a uma reestruturação conceitual de valores (...) Daí vem a estranha modernidade de alguns textos seus, que podem parecer fora de contexto se a referência é o universo hierárquico e contra-reformista da península ibérica nos Seiscentos. Seguindo os dados biográficos do jesuíta, estabelecidos por José Emílio Major Neto (VIEIRA, 2003: 7-10), Vieira nasceu em Lisboa, em 1608, veio com a família para Salvador, em 1614, onde estudou no colégio da Companhia de Jesus na Bahia, a partir dos 15 anos. Em 1635 é ordenado sacerdote. Mas, sua carreira política teria início em 1641 (logo após a restauração portuguesa, em 1640), quando ele retorna, para Portugal, em missão diplomática. Nesta época era amigo do rei D. João IV. A seguir torna-se pregador oficial na Capela Real de Lisboa. Em 1643 começa sutilmente influenciar o rei em favor dos cristãos-novos e, em seguida, inicia suas embaixadas a diversos países da Europa, a fim de estabelecer alianças em prol do mercantilismo português. De volta ao Brasil, é figura central nas disputas entre jesuítas e colonos quanto à exploração da mão-de-obra indígena, mas “não consegue extrair do seu discurso universalista aquelas conseqüências que, no nível da práxis, se contraporiam, de fato, aos interesses dos senhores de engenho”. O problema retórico de Vieira seria, segundo Bosi: “como compor um discurso persuasivo, isto é, suficientemente universal nos argumentos para mover particularmente a fidalguia e o clero a colaborar na reconstrução do Reino, até então escorada sobretudo pela burguesia e pelos cristãos-novos?”. Apesar do apoio inicial dado por D. João IV a Vieira, os padres não conseguiram realizar o plano de aldeamentos no sertão.Vieira apela à Coroa, mas a trégua dura pouco. Com a morte de D.João IV, amigo e protetor, em 1656, esmorece também seu projeto sebastianista e sua influência sobre a Corte. Em 1661 foi expulso do Maranhão, com outros jesuítas. A seguir, é também derrotado pela Inquisição, que proíbe seus escritos, devido à carga ideológica (sebastianista, milenarista ou do V Império). Nomeou-se o ‘Padre Antônio Vieira da Companhia de Jesus insigníssimo pregador e que era de el-rei vindo havia poucos tempos expulso do Maranhão’ para confessor do príncipe D. Pedro.(...) ‘E chegou a tanto a imaginação que el-rei se opôs com toda a fôrça (...), pois receava da viveza de seu engenho e traças maquinaria maiores pensamentos. Em Coimbra, em 1665 foi julgado pelo Tribunal do Santo Ofício, quando lhe foi imputada a pena do silêncio. Castigo cruel ao comunicador que proferia aquém e além mar discursos em favor de uma ética que se pretendia globalizada. Só em 1668 seria reintegrado em suas funções, e, com a queda de D. Afonso VI, o jesuíta recebe a anistia. Barrocamente (barroca a mente). “Nos sermões de Vieira, o orador lança um tema e a seguir começa a reconsiderá-lo sob vários pontos de vista, a persegui-lo em várias tonalidades e a vê-lo de perspectivas várias, caleidoscopicamente”. Em Roma desagrava o Santo Ofício e vive desgostoso durante o exílio, que só termina em 1675, quando volta a Lisboa. Convidado a pregar em italiano, numa carta a D. Rodrigo de Meneses, declarou sua contrariedade pela coação: Sei a língua do Maranhão e a portuguesa, e é grande desgraça que, podendo servir com qualquer delas à minha pátria e ao meu príncipe, haja nesta idade de estudar uma língua estrangeira para servir, e sem frutos a gostos também estrangeiros. No Sermão do Bom Ladrão acusa os colonos e os governantes do Brasil de roubarem escandalosamente: Grande lástima será naquele dia, senhores, ver como os ladrões levam consigo muitos reis ao Inferno: e para esta sorte se troque em uns e outros, vejamos agora como os mesmos reis, se quiserem, podem levar consigo os ladrões ao Paraíso. Parecerá a alguém, pelo que fica dito, que será cousa muito dificultosa, e que se não pode conseguir sem grandes despesas; mas eu vos afirmo e mostrarei brevemente que é cousa muito fácil e que sem nenhuma despesa de sua fazenda, antes com muitos aumentos dela, o podem fazer os reis. E de que modo? Com uma palavra; mas a palavra de rei. Mandando que os mesmos ladrões, os quais não costumam restituir, restituam efetivamente tudo o que roubaram. No Sermão da Sexagésima investiga as razões do fracasso das pregações de sua época sem deixar de fustigar os colonos maranhenses. “Assim, Vieira vai considerando a palavra do orador como as sementes do semeador que podem cair entre espinhos, entre pedras, ser comidas por aves ou em boa terra”. Mas ainda a do semeador do nosso Evangelho não foi a maior. A maior é a que se tem experimentado na seara aonde eu fui, e para onde venho. Tudo o que aqui padeceu o trigo, padeceram lá os semeadores. Se bem advertirdes, houve aqui trigo mirrado, trigo afogado, trigo comido e trigo pisado. (...) Tudo isto padeceram os semeadores evangélicos da missão do Maranhão de doze anos a esta parte. Neste sermão Vieira não prega apenas sobre a parábola do semeador (Mateus XIII), mas expõe, em metalinguagem, sua arte de pregar. Em cada tema proposto, ele retoma o assunto de forma variada “fazendo uma orquestração repetitivamente esgalhada e espiralada do raciocínio, confirmando o que ele mesmo apregoa”. Considerações pré-globalizadas O ensino existente na colônia, até o início do século XIX, era limitadíssimo, circunscrevendo-se a uns poucos estabelecimentos de nível primário e secundário. Não existiam, portanto, as condições para a formação de um público capaz de interessar-se por livros, e, conseqüentemente, erigir a necessidade social da imprensa. Havia é certo, um grupo de letrados que obtivera formação superior na metrópole, mas em número também reduzido, a ponto de não justificar sequer a abertura de livrarias na colônia para distribuir os livros editados em Portugal. Em seu duplo papel de político e orador, Vieira exerceu o poder da palavra, responsabilizando-se pelo fenômeno pré-midiático da comunicação globalizada, quando frente a uma aldeia ou frente a privilegiadas platéias da Europa divulgava imagens e notícias que havia registrado no convívio com os brasileiros. “O pregador adquiriu tais proporções como homem de pensamento e de ação, no panorama religioso, político e social do séc. XVII, que seria impossível considerá-lo por um só aspecto, separadamente de qualquer outro”. Deste modo, no segundo século da história do Brasil, funda-se a ambigüidade da dupla lealdade dos jesuítas: ora frente aos índios, ora frente à Coroa. Ambigüidade que será utilizada a favor do Império lusitano, proibindo a continuidade do trabalho missionário da Companhia de Jesus no Brasil, por ordem do Marques de Pombal “que decide acabar com aquela experiência socialista precoce (...) Então ocorre o mais triste. Os padres entregam obedientemente as missões aos colonos ricos, contemplados com a propriedade das terras e dos índios pela gente de Pombal, e são presos e recolhidos à Europa, para amargar por décadas o triste papel de sujidores que tinham representado”. Contudo, os jesuítas – embora não tivessem intenção jornalística – registravam em seus textos missionários notícias e informações do Brasil no século XVII. Textos que, arrumados de forma sistêmica, poderiam formar um arcabouço de memórias pré-jornalísticas, pois guardam as percepções daqueles que viram ou viveram o país naquela época, entre glórias de exploração e abusos étnicos. Segundo o antropólogo Darcy Ribeiro, (...) o pe. António Vieira (...) descrevendo no século XVII rios que ele visitara uma década antes, se espanta com a quantidade de gente dizimada pelos colonos em nome da civilização. Ele fala – certamente sem exagero – de 2 milhões de índios que se teriam gasto e se continuavam gastando Os brasileiros nativos que sobreviveram à colonização, às missões jesuíticas e à toda a sorte de engenhos exploratórios transformaram-se em gente destribalizada, povos da floresta, intimidados em reservas da FUNAI (Fundação Nacional do Índio) e índios genéricos desculturados. Talvez Vieira tivesse realmente uma visão do futuro. O Brasil só começaria a ler no século XVIII, talvez em maior profusão no XIX, com a chegada de imigrantes que vieram para ficar. É provável que no século XVII a cor do Brasil era européia e só vista por olhos de igual procedência: Está claro que, se até mesmo os livros enviados pela metrópole não encontravam aqui leitores em número suficiente para absorvê-los, a ausência da imprensa constituía uma decorrência natural dessa situação, não sendo talvez sequer notada pelos contemporâneos. Como a brasilidade tem tempo e espaço diferenciados dos demais povos latino-americanos, é possível supor muitas causas “macunaímicas” para o retardamento da palavra impressa no Brasil. Fato que ocorre, em 1808, com a vinda da família real, trezentos anos após a chegada da tipografia no México e em alguns países da América Latina. Desde o analfabetismo colonial, o povo brasileiro preserva muito mais a cultura oral - daí a larga audiência conquistada – dois séculos depois - pelo rádio e, em seguida, pela televisão. Entretanto, este não é o foco deste estudo, apesar de sugerir a modernidade da narrativa de Vieira, que beira um dos melhores propósitos do jornalismo, por sua intenção de ampliar saberes e reivindicar justiça para com aqueles que, desinformados, se deixam informar. E assim, fatos econômicos, culturais e sociais marcaram continuam marcando o registro da brasilidade, que já encontrava formas pré-globalizadas nos sermões do padre António Vieira, embrenhado nas entranhas do Maranhão ou da Bahia, na Itália ou em Lisboa, mas sempre com vistas abertas para o mundo. Referências bibliográficas BESSA, Alberto. O jornalismo – Esboço histórico da sua origem e desenvolvimento até nossos dias. Lisboa: Viúva Tavares e Cardoso, 1904. BOSI, A. Dialética da Colonização. São Paulo: Companhia das Letras, 1992. CALMON, P. História do Brasil. Rio de Janeiro: Livraria José Olympio, 1959. COUTINHO, A e COUTINHO, E. F. A Literatura no Brasil. vol. 2, 4. ed. São Paulo: Global, 1997. GUIRADO, M. C. Relatos do descobrimento do Brasil: as primeiras reportagens. Lisboa: Piaget, 2001. MAS, Maria Luisa. “Prensa Portuguesa” Historia de la comunicación y de la prensa universal y de España. Madrid: Ediciones Atlas, 1988. MELO, José Marques de. História Social da Imprensa: Fatores socioculturais que retardaram a implantação da imprensa no Brasil. Porto Alegre: Edipucrs, 2003. RIBEIRO, D. O povo brasileiro – A formação e o sentido do Brasil. São Paulo: Companhia das letras, 1995. SANT´ANNA, A. R.. barroco – do quadrado à elipse. Rio de Janeiro: Rocco, 2000. TENGARRINHA, José. História da Imprensa Periódica Portuguesa. Lisboa: Caminho, 1989. VIEIRA, Pe A. Sermão do bom ladrão & outros sermões escolhidos. São Paulo: Landy, 2003. Fonte digital VIEIRA, Coleção dos Sermões do pe. António Vieira da Biblioteca Nacional - disponível em http:// www.bn.br (acesso em 20 abr. 2006). *Jornalista, mestre em Comunicação e Semiótica (PUC-SP), doutora em Estudos Portugueses/História da Comunicação (Universidade Nova de Lisboa) é colaboradora do CHAM desde 1999. Atualmente coordena o Himídia (Núcleo de História da Mídia no Brasil, ligado à Rede Alfredo de Carvalho/Unesco) na Universidade de Marília, onde leciona na graduação e na pós-graduação em Comunicação. E-mail: ceciliaguirado@hotmail.com |