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Colaboradores Os incalculáveis perigos do trânsito Os perigos do trânsito são
incalculáveis. Tantas mortes, insegurança, placas e sinaleiras. A cada
esquina você pode ser fechado, assaltado, acidentado ou pior, ser multado,
quem sabe até guinchado. Para os que vão
a pé, existe o medo de ser atropelado. Se vai de lotação, além de ir apertado
e mal acomodado, pode ser roubado, ter que pegar baldeação porque a condução
pifou ou mesmo chegar atrasado por perder o horário de seu ônibus. Felizardos são
os que vão de carro, mas será que são felizardos mesmo? Imagine-se saindo de
casa levando um patrimônio (seu veículo) de algumas vezes o valor de seu
salário, sabendo que o mesmo poderá ser depredado, furtado, entre muitas outras
situações que deixariam qualquer um extremamente preocupado. Agora junte a
isto, engarrafamentos, pardais, caetanos, radares móveis e imóveis, onde o
motorista pode ser abordado por policiais de todos os tipos, ou por fiscais
de trânsito, que decidem por parar seu carro exatamente nas épocas que seu
seguro venceu, ou que sua carteira venceu, ou se toda documentação estiver em
dia, descobre-se que seu extintor de incêndio venceu. No final é você que
sempre é vencido pelos fatos. Mas se hoje é
ruim imagine o futuro, quando os carros puderem voar, não mais sobre o
asfalto como hoje, mas sim livres pelo céu. Os motoristas terão preocupações
bem maiores que às dos dias atuais, Pois além dos retrovisores, deverão
verificar seus radares e demais instrumentos de vôo. Esqueça os
cachorros e gatos que atravessam na sua frente e preocupe-se com as revoadas
de patos e pombos. Os carros passarão não somente pela sua esquerda e
direita, mas por baixo e por cima de você. Os acidentes envolverão todas as
pessoas no céu e na terra. Os guardas não pedirão mais a sua habilitação e
sim o seu brevê de vôo e, se já é difícil encontrar um endereço olhando as
descrições dadas, tais como: cor da casa, número e tipo de cerca ou grade na
frente. Imagine como será quando tiver que procurar se baseando pela
descrição do telhado. Quando receber
uma advertência sobre o som, não saberá se foi do volume alto do rádio ou da
velocidade do som que você ultrapassou. Aliás, o
motorista terá de controlar a velocidade, altitude, longitude, latitude,
pressão atmosférica, etc., ou seja, esqueça os cursinhos atuais de alguns
meses das auto-escolas, e prepare-se para cinco ou seis anos aprendendo a
pilotar sua máquina de vôo. As sinaleiras
serão suspensas no ar, juntamente com as placas de sinalização e
controladores de velocidade, podendo mudar ao sabor dos ventos. Os carros
patrulhas não ficarão mais nas curvas das estradas ou ocultos atrás de
moitas, mas provavelmente encobertos em nuvens brancas, onde suas cores
passarão a ser as cores do céu, ficando camuflados aos olhares desatentos dos
motoristas. Claro que
haverá o lado bom da história, você não encontrará mais gente vendendo
bugigangas ou pedindo esmolas nos semáforos das aerovias, ou terá de esperar
até que todas as doze turmas de escoteiros atravessem a faixa de segurança
para continuar sua jornada. Do mesmo modo não terá de se preocupar com a
péssima condição das estradas (só não poderá nunca esquecer de verificar o
combustível de seu carro). Enfim, às distâncias
serão extremamente rápidas para se percorrer, ou seja, não adiantará mais
tentar morar longe de sua sogra. Mas não se preocupe, por sorte esta visão
futurista ainda deve estar longe de acontecer. Sorte nossa, azar dos nossos
netos. * |
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