Webjornal - Mensal  - Edição 100- Aracaju, 08 de abril a 06 de maio de 2007
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Editorial

Cem

O Balaio de Notícias chega à centésima edição. Um número redondo, uma ocasião propícia a uma ou duas palavras, apenas para não deixar passar em branco. Certa vez uma estudante de jornalismo escreveu a este editor pedindo que explicasse o porquê do site ter esse nome. Ela precisava da resposta para um trabalho sobre jornalismo on-line.

Reproduzo a resposta que dei à estudante. Há cerca de 4 anos, quando tive a idéia do site, ainda era estudante de jornalismo. Tomei a decisão de criar um jornal, a princípio impresso. Mas os custos e a manutenção da empreitada eram proibitivos. Parti para o on-line, que me pareceu o caminho mais natural.

O nome do site veio de um estalo. Na época eu lia sobre o fenômeno da notícia como mais um produto à venda. Como não iria seguir uma linha editorial, ou um nicho, propriamente dito, imaginei algo bem genérico, desde que pendesse para o jornalismo. E por que não um balaio, esse apetrecho tão nordestino? E por que não de notícias, já que é algo que está ali à venda nas bancas?

Uma vez feito o lay-out do site, restou convidar os colaboradores. Não queria que o novo espaço servisse de exercício de narcisismo, ou fosse um exército de um homem só. Acreditava – e acredito – que jornalismo é um trabalho de equipe. A primeira cobaia para a experiência foi o amigo Antônio Carlos Silva Ferreira, que nem jornalista era, mas que já detinha longa quilometragem em textos publicitários e que tais. AC hesitou, mas topou.

A vítima seguinte foi a amiga portuguesa Margarida Ribeiro, que tive a petulância de incomodar, ela que na época tinha um dia a dia tão atribulado como professora. Margarida hesitou, mas topou.

A convocação seguinte (era mais ou menos assim que eu fazia os “convites”) recaiu sobre a amiga Bárbara Rubarth, que mora há mais de duas décadas na Alemanha. O Balaio ia se tornando global, mal havia nascido. E assim içou velas, com um aspirante a jornalista no timão e três intrépidos e inteligentes colaboradores a ajudar nos remos.

Com as primeiras edições, os colaboradores foram se achegando. O que vinha trazia um amigo ou amiga que gostava de escrever, mas não encontrava espaço para divulgar seu trabalho. Nessa safra vieram Paulo Rogério Nunes, Carla Jamille, Júlia Gaspar, Paulo Marcio Vaz. Outros permaneceram como colaboradores sazonais, que surgiam e desapareciam ao sabor das estações, ou da inspiração.

E assim seguiu o Balaio e até aqui chegamos. Bárbara passou o bastão para Angélica Müller, Carla Jamille deu um tempo, Paulo Rogério foi tragado por seus milhares de afazeres em Salvador. Júlia Gaspar e Paulo Marcio Vaz já atuam no jornalismo e aqui e ali atendem aos pedidos de matérias desse agoniado editor.

Se fôssemos imprimir o que foi produzido até hoje, teríamos um baita livro. O conteúdo do site renderia tranqüilamente um opúsculo com mais de mil textos reunidos levando-se em conta as entrevistas, reportagens, artigos, pontos de vista, editoriais etc. Um número para ninguém botar defeito. Como editor, só me resta agradecer aos bravos colaboradores e aos leitores desse jornal.

Bem vindos à edição 100!

   

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