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Cem O Balaio de Notícias
chega à centésima edição. Um número redondo, uma ocasião propícia a uma ou
duas palavras, apenas para não deixar passar em branco. Certa vez uma
estudante de jornalismo escreveu a este editor pedindo que explicasse o porquê
do site ter esse nome. Ela precisava da resposta
para um trabalho sobre jornalismo on-line. Reproduzo a resposta que dei à
estudante. Há cerca de 4 anos, quando tive a idéia
do site, ainda era estudante de jornalismo. Tomei a
decisão de criar um jornal, a princípio impresso. Mas os custos e a manutenção
da empreitada eram proibitivos. Parti para o on-line, que me pareceu o
caminho mais natural. O nome do site
veio de um estalo. Na época eu lia sobre o fenômeno da notícia como mais um
produto à venda. Como não iria seguir uma linha
editorial, ou um nicho, propriamente dito, imaginei algo bem genérico, desde
que pendesse para o jornalismo. E por que não um balaio,
esse apetrecho tão nordestino? E por que não de notícias, já que é
algo que está ali à venda nas bancas? Uma vez feito o lay-out
do site, restou convidar os colaboradores. Não
queria que o novo espaço servisse de exercício de narcisismo, ou fosse um exército
de um homem só. Acreditava – e acredito – que jornalismo é um trabalho de
equipe. A primeira cobaia para a experiência foi o amigo Antônio Carlos Silva
Ferreira, que nem jornalista era, mas que já detinha longa quilometragem em
textos publicitários e que tais. AC hesitou, mas topou. A vítima seguinte foi a amiga portuguesa Margarida Ribeiro, que tive a petulância
de incomodar, ela que na época tinha um dia a dia tão atribulado como
professora. Margarida hesitou, mas topou. A convocação seguinte (era mais ou
menos assim que eu fazia os “convites”) recaiu sobre a amiga Bárbara Rubarth, que mora há mais de duas décadas na Alemanha. O
Balaio ia se tornando global, mal havia nascido. E assim içou velas, com um
aspirante a jornalista no timão e três intrépidos e
inteligentes colaboradores a ajudar nos remos. Com as primeiras edições, os
colaboradores foram se achegando. O que vinha trazia um amigo ou amiga que
gostava de escrever, mas não encontrava espaço para divulgar seu trabalho. Nessa
safra vieram Paulo Rogério Nunes, Carla Jamille, Júlia
Gaspar, Paulo Marcio Vaz. Outros permaneceram como colaboradores sazonais,
que surgiam e desapareciam ao sabor das estações, ou da inspiração. E assim seguiu o Balaio e até aqui
chegamos. Bárbara passou o bastão para Angélica Müller,
Carla Jamille deu um tempo, Paulo Rogério foi
tragado por seus milhares de afazeres em Salvador. Júlia Gaspar e Paulo
Marcio Vaz já atuam no jornalismo e aqui e ali atendem aos pedidos de matérias
desse agoniado editor. Se fôssemos imprimir o que foi
produzido até hoje, teríamos um baita livro. O conteúdo do site renderia tranqüilamente um opúsculo com mais de mil
textos reunidos levando-se em conta as entrevistas, reportagens, artigos,
pontos de vista, editoriais etc. Um número para ninguém botar defeito. Como editor, só me resta agradecer aos bravos
colaboradores e aos leitores desse jornal. |
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