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meio ambiente Aquecimento global Verdade ou política conveniente? Texto e fotos: Fernando Reis*
Mega concertos como o Live Earth, que ocorreu em julho em oito países, revolverão, com certeza, as vísceras daqueles cientistas como Marcel Leroux, que rejeitam a hipótese simplista de que o aquecimento global, tal como é anunciado, se deve à acção poluidora do homem. E aí estarão eles, mais uma vez, a afirmar que o aquecimento global com base nestas relações simplistas e desprovidas de pesquisa, é uma pura impostura científica. E que “poluição e clima” não podem ser confundidos. Que não podem nem devem. Que uma coisa é diferente da outra porque, a pretender-se que o segundo depende e deriva do primeiro, é tornar o clima num espantalho. Segundo Marcel Leroux o tema da climatologia não pode ser tratado como se de ambiente se tratasse. Como se o tema “clima” fosse anexo ao da “poluição”. O Mundo embarcou no documentário de Al Gore, “quanto à hipótese do aquecimento global ser um fenómeno desencadeado pelo Homem com o potencial de matar toda a gente e acabar com a humanidade”. Dizem os cientistas em climatologia que apesar do filme ser preenchido com gráficos e mapas de modo a parecer verdadeiro, ele não é mais do que uma “mentira conveniente”. Efectivamente Al Gore não é um cientista em coisa nenhuma. Ele é um político e os políticos dizem sempre a “verdade” que lhes convém. The Great Global Warming Swindle ( A Grande Burla do Aquecimento Global) foi o documento inflamado apresentado no Canal 4 do Reino Unido que veio afrontar o ainda mais inflamado discurso político oficial de que o “aquecimento global” e as “alterações climatéricas” a ele devidas, são causados pelas actividades humanas. E muitos são os cientistas e especialistas nestas coisas “do clima” que dão testemunho de que a causa principal das alterações climáticas são as variações da actividade solar, opondo-se à teoria oficial e ao grito de alerta de Al Gore. Duas teorias opostas que não esgotam o assunto e jamais darão por concluído o debate, se considerarmos que, por muito que o homem avance no conhecimento, o domínio absoluto da verdade sobre este assunto está longe de ser atingido. E tão mais distantes estão estes debates da sua conclusão final, quanto mais avançarem os cientistas na exploração de outros espaços celestes e concluírem que, neste domínio que tanto assusta o planeta Terra, não é o único do nosso sistema solar que passa por um período de aquecimento global. O absoluto, neste domínio do saber, é inatingível; ele estará tão longe da verdade absoluta como, no tempo e no espaço, estará por descobrir o último astro da última galáxia por descobrir. Já Plutão, como escreveu Robert Roy Britt, experimenta, há alguns anos, um aquecimento global. Escrevia ele, em 2002, que segundo os cientistas “a pressão atmosférica de Plutão triplicou nos últimos 14 anos, provocando um aumento gradual de temperatura”. E, com base nesses mesmos estudos, que “a mudança é provavelmente um evento sazonal já que, com as variações das estações na Terra se alteraram as condições hemisféricas com a variação da sua inclinação em relação ao Sol”. Recentemente (em Maio de 2006) um relatório proveniente de um estudo feito em conjunto por Imkede Pater e Philip Marcus, da Universidadde da Califórnia, Kerkeley, revelou que ocorrera em Júpiter uma tempestade, semelhante a um furacão, causando provavelmente uma alteração climatérica no Planeta com um aumento de temperatura de 10 graus Celsius. Também a National Geographic News, em Fevereiro deste ano, publicou um relatório que afirma “ser a simultaneidade dos aumentos de temperatura na Terra e em Marte uma indicação de um fenómeno climático natural em vez de provocado pelo Homem”. O relatório acrescenta ter a NASA afirmado que os mantos gelados de dióxido de carbono de Marte derreteram há poucos anos. Ainda um observatório astronómico da Rússia declarou que “estes factos observados em Marte são uma prova de que o aquecimento global terrestre está a ser causado pelas alterações verificadas no Sol”. E que “tanto Marte como a Terra, através das suas histórias, têm conhecido idades de gelo periódicas quando o clima muda de forma contínua”. Tempestades maciças em Saturno e alterações climáticas em Tritão, denunciadas pelos observatórios astronómicos da NASA, não deixam dúvidas de que alguma coisa está a acontecer no Mundo e que foge (também) à cumplicidade da mão humana. Cientistas alemães e suíços, em notícia difundida pelo London Telegraph, em 2004, com base nas suas investigações em medições de temperatura solar feitas pelos satélites meteorológicos, atrevem-se a afirmar, sem sombra de dúvidas, de que “o aumento da temperatura do Sol está mais alta que nunca desde há mil anos”. E que é, consequentemente, o aumento da radiação solar a causa das alterações climatéricas. “O aquecimento global é um falso mito”, dizia Vaclav Klauss, presidente da República Checa, ao falar sobre o relatório do IPCC (Intergovernmental Panel on Climate Change). Teve coragem para o afirmar e para dizer que “muitos cientistas e pessoas sérias” o dizem também. E que não é correcto consultar o IPCC” porquanto este “não é uma instituição científica”, que “é uma organização política, uma espécie de organização não-governamental de cor verde”. E porque “não é um fórum de cientistas neutros (…)”, “são cientistas politizados que atingem lugares cimeiros com uma opinião preconceituosa e um objectivo pré-definido”. É curioso que, quanto mais avançamos em leituras sobre a matéria, tão díspares, (as difundidas por aqueles que parecem ser os verdadeiros cientistas percursores da verdade fundada no estudo e na pesquisa sérios, das outras teorias opostas, simplistas e desprovidas de pesquisa que dizem que este aquecimento global na Terra é devido aos seres humanos que “bombeiam” quantidades enormes de gazes poluentes para a atmosfera alterando o efeito de estufa), mais nos espicaça o desejo de conhecer. E mais dúvidas se nos criam no espírito em relação a estas, quando verificamos que, por detrás delas, parece haver sempre segundas intenções no grito político que as apregoam. Mas, seja como for, não nos podemos alhear que algo vai mal neste planeta. Tais considerações dão-nos que pensar. E interrogamo-nos acerca de quem tem ou não tem razão. Mas mais importante do que isso é consciencializarmo-nos de que a ciência do aquecimento global – tema complexo e confuso que está na moda e que cria festas de protesto para logo se esquecerem das promessas, mal elas acabem – não pode nem deve ser dada como concluída, partindo do princípio de que é o homem o causador de todos os distúrbios atmosféricos ocorridos no planeta Terra. Tal postulado, porque não evidente ou demonstrado, não pode ser admitido sem discussão. Nem o tema do aquecimento global pode ser tratado com emoção e irracionalidade. Ele é um assunto de climatologia que não pode nem deve evoluir para o alarmismo porque, se tal acontecer, perde o seu conteúdo científico e questionar-nos-emos se estaremos ainda a falar de climatologia ou de qualquer outra coisa que serve apenas para atingir fins em vista. As dúvidas sobre as causas do aquecimento global devem ser colocadas e equacionadas por quem tem conhecimentos científicos para tal. Fugir daqueles que pensam lucrar do “maná confeccionado pelo alarmismo”, gritando a bandeiras que “o planeta está em perigo”, defendendo em acérrimos discursos os “direitos de poluir” com “emissões de gazes negociáveis”.
Confunde-se o sensacionalismo
político com vista à ascensão na carreira política, com a seriedade
científica, e os media procuram o tal “furo jornalístico” que
os faz crescer. E prolifera o imaginário e o mito na imaginação fértil das
pessoas. |