
Webjornal - Mensal - Edição 86 - Aracaju, 15 de janeiro
a 19 de fevereiro de 2006
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Entrevista/Paulo Markun Apresentador do Roda Viva da TV Cultura fala sobre mídia, jornalismo, marketing político e Vladimir Herzog, tema do seu livro mais recente Por
Paulo Marcio Vaz*
Com trinta e quatro anos de carreira, há sete ele comanda um dos mais conceituados programas de entrevistas da TV brasileira. O jornalista Paulo Markun, que já passou pelos mais importantes veículos de comunicação do Brasil, acaba de lançar Meu Querido Vlado, seu oitavo livro, que conta, através de uma visão pessoal, a trajetória de Vladimir Herzog, um dos mais importantes jornalistas do Brasil, cuja morte, nos porões da ditadura, ainda não foi totalmente esclarecida. Nesta entrevista exclusiva, Markun opina sobre questões polêmicas, critica a influência do mercado na imprensa, aborda a questão do diploma para jornalista, lembra a época em que foi marqueteiro político, fala um pouco sobre o novo livro e cobra do governo a abertura imediata dos arquivos da ditadura. *** BN - Bem antes de se formar, você já trabalhava. Qual a sua posição em relação à obrigatoriedade do diploma para Jornalistas? Paulo Markun - Eu acho a obrigatoriedade do diploma um atraso. Durante o tempo de faculdade lutei muito pela obrigatoriedade do diploma. Mas eu verifiquei, na vida real, que os profissionais que têm diploma não são necessariamente melhores do que aqueles que não têm. Normalmente, isso é resultado de más faculdades com baixa qualidade de ensino, que têm como professores pessoas que nunca trabalharam e que não têm recursos sequer para dispor ao estudante oportunidades de praticar a atividade jornalística, fotografar, entrevistar, fazer rádio, televisão etc. Isso não quer dizer que eu ache o diploma desnecessário. Eu só não acho que deva ser obrigatório. Nós poderíamos discutir no Brasil a possibilidade de você ter outro tipo de formação profissional que pegasse, por exemplo, o estudante de História, ou de Arquitetura, ou de Medicina e, com um período mais curto de aperfeiçoamento, pudesse exercer a profissão de jornalista. Para um médico, por exemplo, não há como não ter diploma. Mas para um jornalista há. São profissões diferentes. BN - Sem a exigência do diploma, como evitar que alguém sem preparo ocupe a posição de um jornalista? P.M. - Acho que o mercado cuida disso. Se você tiver dois candidatos, um com diploma e outro sem diploma, por que a empresa vai escolher o sem diploma? Por que vai pagar mais barato? Aí, na concorrência, você vai acabar tendo um veículo de comunicação ou um programa melhor com um profissional mais qualificado. Se você tem uma boa faculdade, que dê formação profissional e aprimore o estudante, esse sujeito vai sair em melhores condições do que aquele que não passou por nada disso. Essa discussão foi comprometida no Brasil em função do acirramento das posições: de um lado as empresas que têm interesse em desestruturar o mercado. De outro lado, as faculdades que defendem a questão corporativa, junto com os sindicatos. Isso é uma discussão longa. O meu ponto de vista não é o ponto de vista dos sindicatos, nem dos estudantes. É meu ponto de vista, formado através de 34 anos de profissão. Eu acho que o Jornalismo é uma técnica em que determinados aspectos da formação profissional não são proporcionados por escola nenhuma de Comunicação e, sim, pela vida do cara, pela ética. Não adianta fazer uma cadeira de Ética no Jornalismo ou fazer um manualzinho pra você seguir na sua carreira profissional. O Cláudio Abramo já dizia que a ética do jornalista tem que ser igual à ética do cidadão. BN - Você, além de jornalista, também já se envolveu com política. Foi marqueteiro, coordenador de campanha, trabalhou com Quércia, Mario Covas, Emerson Kapaz... P.M. - Só pra esclarecer, por dever histórico: com o Quércia eu fui assessor de imprensa, quando ele assumiu o Senado. Escrevi vários discursos, projetos de lei etc. Foi no começo da carreira dele. Nunca cheguei a ser marqueteiro do Quércia. Mas com o Covas, sim, com o Kapaz também e agora na campanha do Lula, durante quatro meses, eu trabalhei. Com ele e com o Genoíno. BN - Enquanto você trabalhou com política, continuou a exercer o Jornalismo? P.M. - Não. Eu acho que não dá pra compatibilizar. É uma questão ética. Você pode ser jornalista e depois ser marqueteiro e voltar a ser jornalista. Mas não são atividades conciliáveis. Como é que você pode ser jornalista, cobrir a área de política e ser assessor, filiado ou mesmo militante de um partido político? Começa a ficar complicado. Não quero dizer que o jornalista não deva ter militância política. Mas acho que ele deve separar as duas coisas, na medida do possível. Nenhuma pessoa deixa de ter preferências políticas, estéticas, sexuais. Mas como profissional de jornalismo, você deve deixar isso de lado na medida em tem que buscar isenção e objetividade. E isso vale pra qualquer profissão. Um médico comunista, por exemplo, não pode deixar de atender um cliente fascista. BN - Nesse tempo todo em que você trabalhou com política, chegou a presenciar ilegalidades ou falcatruas ? Como um jornalista deve lidar com essa situação? P.M. -Numa situação dessas, só tem uma condição de um empregado manter sua independência. É você pedir demissão daquele lugar ou deixar de trabalhar para aquela pessoa. É o que eu faria. Em alguns momentos, eu tive bastante sorte. Trabalhei com o Covas em 1990, numa campanha em que ele foi derrotado fragorosamente. O peguei com 42% de preferência nas pesquisas e entreguei com 14%. Mesmo assim, ele jamais transigiu um milímetro nas suas convicções, até mesmo em relação ao próprio marketing político. Então, eu tenho muito boas lembranças. Mas hoje, dificilmente eu voltaria a atuar nessa área. Ela não é compatível com o jornalismo. Eu tenho 34 anos de profissão e nesses 34 anos não somam nem 2 anos o tempo total que eu dediquei a outras atividades. BN - Você, que tem uma trajetória de esquerda, não se surpreendeu ao se ver trabalhando com o Quércia? Chegou a pensar duas vezes antes de aceitar? P.M. - Eu trabalhei com o Quércia de 1978. A realidade era outra. Ele foi o candidato que abriu espaço político pra todos os candidatos de esquerda dentro do MDB. Todos aqueles que depois foram candidatos pelo PT, saíram primeiro como candidatos no MDB graças ao Quércia. E o curioso é que os grandes adversários dele, dentro do próprio MDB, eram aqueles que viriam a ser os tucanos: Montoro, Fernando Henrique e o próprio Covas. Naquela época eu escrevi vários textos em que o Quércia enfrentava, por exemplo, o Jarbas Passarinho. E a dificuldade era que o Quércia, por ser um político novo, muitas vezes não conseguia dar a réplica. Era outra época, em que o Quércia teve um papel extremamente importante na consolidação do MDB no interior de São Paulo, na formação de diretórios e na estruturação do partido. Trabalhei com ele durante seis meses. E foi só nesse período. BN - Como você avalia a imprensa brasileira hoje, principalmente em relação à questão da credibilidade? No meio acadêmico, muita gente tem criticado a Veja, por exemplo. Você acha que a Veja tem sido tendenciosa? P.M. - Você pode considerar que vários veículos de comunicação têm determinadas tendências. Você encontra na Veja uma tendência, na Carta Capital outra tendência, na Época uma terceira, talvez na Istoé uma quarta, enfim... A vantagem que eu acho que existe hoje em dia e, escapando de responder a sua pergunta diretamente, é que você tem concorrência e tem pluralidade de informação. Então, se alguém não quiser ler a Veja, pode ler uma outra revista que não siga aquela tendência. O leitor tem nas mãos a oportunidade de promover mudanças e de influenciar no processo desde que deixe ler a revista “A” e passe a ler a revista “B”. Quem perde leitores, perde anunciantes. Em relação à Veja, houve um episódio que pra mim é muito marcante nesse recente processo da revista: foi a adesão deliberada e assumida na capa em favor do “não” no referendo das armas. Isso, eu acho que contraria o princípio que deve haver no jornalismo. Você tem que ter algum tipo de separação entre o que é opinião e o que é notícia e a Veja não vem fazendo isso. Ela vem sendo editorializada cada vez mais e já não faz mais a separação entre o que é editorial e o que é notícia. No modelo de jornalismo que adotamos no Brasil, isso é uma novidade não muito boa. Mas só a Veja pode explicar porque está fazendo isso. O que me preocupa, na verdade, não é se uma revista está tomando este ou aquele caminho. É saber se a democracia vai continuar. Porque só ela permite aquilo que temos hoje: a possibilidade de escolher o que queremos ler. Seja na revista, na internet, seja onde for. BN - Em 1996, o Roberto Civita, editor da Veja, deu uma entrevista no Roda Viva e cobrou do programa que ele fosse chamado dez anos depois para responder perguntas que, segundo ele, só poderiam ser respondidas agora... P.M. - Então, eu vou chamar.... acho que seria uma boa entrevista. BN - No livro Meu Querido Vlado, que você acaba de lançar, há uma transcrição do trecho de um texto do próprio Vladimir Herzog, escrito em 1970, quando ele retratou a situação do país naquela época: “Expurgo nas universidades, a queda na venda de jornais e revistas, mediocrização da televisão, a emergência dos falsos valores estéticos, a hegemonia de uma cultura de massa buscando apenas o consumo fácil...” P.M. - Parece até que foi escrito hoje... BN - Pois é. Naquela época, Vlado culpava a censura e o AI-5. Hoje, de quem é a culpa? P.M. - Eu acho que a culpa, de um lado, é do predomínio absoluto do mercado. De outro lado, em certos aspectos, há uma falta de coragem do governo de entrar no circuito. Vou citar dois exemplos polêmicos e com os quais certamente a grande massa dos veículos de comunicação não concorda: o governo tentou fazer, com a ANCINAVE, uma intervenção nessa área do audiovisual que tinha aspectos muito positivos. Foi massacrado pela mídia. O governo foi incompetente, pretensioso e perdeu a coragem no meio do caminho. A outra, onde o erro do governo, na minha opinião, foi maior ainda, é o Conselho de Jornalismo. O projeto do Conselho é uma atrocidade. Você proibir, por exemplo, que um jornalista exerça a sua profissão caso não pague sua anuidade à instituição é uma barbaridade e tentar controlar uma atividade dessa maneira é um erro. Mas o fato é que hoje predomina o interesse do mercado. E aí tem um processo complexo que envolve as agências de propaganda, verbas publicitárias, as relações de concessionárias de serviços públicos com o próprio governo, as articulações políticas, os interesses, a distribuição de canais de televisão para políticos no Brasil inteiro... é uma coisa complicada. E o jornalismo está nesse meio, faz parte desse jogo. O Conselho Nacional de Comunicação não tem força nenhuma. BN - Você acha que um escândalo envolvendo a Nestlé que, por exemplo, está sendo acusada de degradar as fontes de água mineral na cidade de São Lourenço, em Minas Gerais, corre o risco de não ser noticiado na grande mídia por conta do grande poder desse anunciante? P.M. - Acho que isso pode acontecer, sim. Não acredito que a Nestlé interfira diretamente e mande não publicar. Mas, para não desagradá-la, alguns veículos pensariam duas vezes antes de publicar uma notícia dessas. E publicações que não seguem essa regra acabam sem anunciantes, sem circulação e sem repercussão. BN - A revista Caros Amigos, que foi uma das poucas que noticiaram o problema que houve entre a Coca-Cola e a Dolly, inclusive em reportagem de capa, não tem um anunciante sequer, além do próprio governo... P.M. - E nem vai ter... BN - Por quê? P.M. - Porque ela tem uma linha editorial que não interessa às grandes empresas do país. Se você pegar a revista The Nation, nos Estados Unidos, vai ver que é a mesma coisa. O próprio Pasquim, que foi um grande sucesso editorial e vendia mais que a Veja nas bancas, quase não tinha anúncio. Isso é histórico. BN - Como você vê a situação das TVs públicas brasileiras? A TV Cultura de São Paulo parece ser a que está em melhor situação... P.M. - A TV pública tem 5% da audiência e nem 0,5% da receita publicitária do próprio governo. A TV pública de Santa Catarina, por exemplo, tem 20 mil reais de verba por mês! Paga uma secretária, um motorista e um assistente! Quer dizer, não existe, não funciona. E você não vê na grande mídia, que tem um poder absurdo, o menor interesse em discutir o assunto. Em relação à TV Cultura, grande parte dos recursos dela vem do Governo de São Paulo. Das emissoras de TV pública do Brasil, ela é a que sofre menos ingerência, porque há um conselho que a administra e que é independente do governo. Essa foi uma realidade conquistada de maneira muito demorada. Porém, o fato de as TVs públicas receberem verbas do governo acaba gerando uma dificuldade no que diz respeito a elas também receberem verba publicitária, fazerem parte do mercado. BN - Você disse que o mercado é um dos responsáveis por essa mediocrização da mídia. Se ele entrar na TV pública, ela também não corre o risco de se mediocrizar ? P.M. - Isso pode ser evitado se houver critérios sobre o que pode entrar e com que tipo de ingerência. Esse assunto ainda está sendo discutido. Não há fórmulas mágicas, mas uma coisa é certa: não se faz televisão sem dinheiro, não se faz mídia na sociedade em que a gente vive, sem recursos. E o combate é desigual. A verba da TV pública no Brasil, se comparada, por exemplo, à da Globo ou à da Record, é insignificante. BN - O Roda Viva poderia ser o porto seguro das publicações mais independentes, que sofrem esse “boicote publicitário”? P.M. - Acho que seria muita pretensão nossa. O Roda Viva é um bom programa de entrevistas, que tem, por enquanto, autonomia na escolha de seus entrevistados e entrevistadores. Com isso buscamos fazer um programa equilibrado, abordando temas de interesse público. Eu não acredito nessa história de porto seguro. BN - Qual o critério para escolha dos entrevistados e dos entrevistadores? P.M. - Hoje a escolha é de responsabilidade da equipe do programa, a partir de um critério jornalístico de repercussão e representatividade. Eu não tenho interesse, por exemplo, de entrevistar a Daniela Cicareli pra ela falar do seu casamento com o Ronaldinho, apesar de isso ter espaço na mídia. Mas tenho interesse em entrevistar o Ronaldinho. Acho que ele tem coisas a dizer sobre a profissão dele, por sua importância como ídolo de futebol etc. Esse é o critério, que não é determinado pela direção da emissora e isso já é um grande avanço. Agora, imaginar que somos um porto seguro é um pouco demais. BN - Muito poucas vezes um jornalista da Caros Amigos, por exemplo, participou como entrevistador. Dar voz a quem faz jornalismo independente e, por isso, é excluído da grande mídia, não poderia ajudar essas publicações a sobreviverem ou serem, pelo menos, mais divulgadas? P.M. - Pode ser, mas não acho que isso mudaria muita coisa. Eu não faço o Roda Viva pra ajudar ninguém, é preciso deixar isso claro. Mas já chamamos gente de sites, da Carta Maior, a Carta Capital vai com freqüência... Mas o critério, geralmente, é chamar os principais veículos da mídia impressa. BN - Principais em que sentido? P.M. - No sentido de alcance, influência e representatividade. Como eu tenho sete lugares, começo pelos grandes jornais. Por isso, acaba às vezes não cabendo todo mundo. Mas não há qualquer tipo de boicote. Tem uma publicação chamada Primeira Leitura, por exemplo, que é tão “alternativa” quanto a Caros Amigos e que, eventualmente, participa do programa. BN - Também há a participação de estudantes no programa, porém, apenas como ouvintes. Por quê não também dar a eles a oportunidade de fazer perguntas? P.M. - Nós procuramos selecionar quem tem condição de fazer as melhores perguntas. Nem sempre nós acertamos e esse é um dos maiores problemas do programa. Botar lá um estudante, só pra dar voz e vez ao estudante...acho que não é essa a nossa função. A não ser que o entrevistado seja o Ministro da Educação, por exemplo. Os critérios de escolha da bancada do Roda Viva são históricos e não fui eu que os inventei. O programa tem vinte anos e eu estou lá há sete. Segundo esses critérios, a bancada do Roda Viva deve representar a imprensa brasileira. Mesmo assim, às vezes a gente erra na escolha, porque fazer pergunta em televisão, ainda mais ao vivo, é complicado. Muitos jornalistas escrevem bem, mas não têm desenvoltura na TV e às vezes se intimidam. Só pra citar um exemplo, uma editora de um grande jornal participou na semana passada. Se intimidou, não achou espaço e só fez uma pergunta. Imaginem se eu colocar um estudante! Na hora em que eu disser: “Agora nós vamos abrir espaço para ouvir os estudantes: menininha, agora é a sua vez...”. Isso é paternalismo. Eu não vou fazer. Agora, às vezes a gente coloca um acadêmico e também dá problema. Uma vez, um acadêmico fez uma pergunta que durou sete minutos e meio! Eu queria ter um botão pra ejetá-lo da cadeira naquela hora! Os acadêmicos são o maior problema. Eles não têm noção do que é fazer televisão. Quem quiser ser um bom entrevistador de televisão deve assistir a um programa na TV a cabo chamado “Inside Actors Studio”. O James Lipton é o melhor entrevistador que eu conheço. Ele sabe tudo sobre a pessoa e faz a pergunta mais curta e mais precisa possível, que permita ao entrevistado responder. Ele não desenvolve teses e nem tenta demonstrar sua erudição ou dar sua opinião. Isso é difícil, é um exercício de modéstia. BN - Você está lançando o livro Meu Querido Vlado sobre o jornalista Vladimir Herzog. Como começou esse projeto? P.M. - Esse projeto começou no início de 2005, por causa dos 30 anos da morte do Vlado. A Isa Pessoa, responsável pela parte editorial da Objetiva, editora com a qual eu trabalho, me propôs fazer um livro sobre o assunto. Eu já tinha escrito um há vinte anos, mas ela me propôs que fosse algo como um relato pessoal e eu achei que poderia fazer uma coisa mais voltada para o público jovem e que contasse um pouco da história da gente. BN - Você acha que, sendo esse governo reeleito, há chances de serem abertos os arquivos que estão faltando sobre a ditadura? P.M. - Eu espero não ter nem que esperar pela reeleição. Há uma promessa do governo de que agora em dezembro tudo será enviado para o Arquivo Nacional. Mas tenho a impressão, depois de uma conversa com o Nilmário Miranda, ex-Ministro dos Direitos Humanos, de que muito do que nós vamos encontrar vai ser frustrante, porque os documentos do DOI-CODI foram todos destruídos. De todo jeito, o que existir é uma parte da história brasileira que não pode ser apagada e não temos que esperar pelas eleições. As questões que o próximo governo terá que resolver terão que ser muito mais importantes. Essa, nós temos que resolver agora. * Estudante de Jornalismo da FACHA - RJ |
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