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Portugal
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O Euro
Por Margarida Ribeiro*
Passeia-se
hoje por boa parte da Europa com tranquilidade de não precisar de máquina
de calcular. Longe vai o tempo das três ou quatro bolsas diferentes para
diferentes moedas, dos trocos inúteis que se gastavam ao acaso antes de
passar cada fronteira, das surpresas desagradáveis ao perceber, tarde de
mais, quanto realmente se tinha pago por uma qualquer bugiganga.
É
admirável como foi possível este empreendimento. De um dia para o outro,
sem pânicos nem confusões de maior, longe de revoltas ou angústias
saudosistas, 12 países largaram as suas ultra-simbólicas moedas e
adoptaram, numa unicidade nada condizente com as atávicas quezílias, uma
só moeda.
As 8
novas moedas, têm uma face comum e uma face nacional. Disseminadas a esmo
por quem viaja, começam a aparecer bem longe do país a que pertencem. Após
um ano e meio de circulação, é possível deduzir assim qual a movimentação
de pessoas que em cada lugar se faz.
Em
Bruxelas, por exemplo, os inevitáveis coleccionadores encontram uma bela
fonte para obter muitas das 96 moedas
diferentes. Encontram-se ali com facilidade as de todos os países
aderentes… excepto da Grécia. Pelo que se depreende, os gregos não
viajam muito para ocidente. Por outro lado aparecem moedas de 1 e de 2 cêntimos
portuguesas, espanholas, até francesas – mas nem uma de um país nórdico.
O alto nível de vida desses países torna-lhes estas moedinhas tão inúteis
como minúsculas são.
Tal
como no resto da Europa, em Portugal ainda fazemos contas para
reconhecermos o caro e o barato. A publicidade de bens mais valiosos ainda
coloca, entre parêntesis, a equivalência em escudos dos preços em euros.
Mas de resto estamos “euro-izados”.
E talvez nada pudesse ter sido tão eficaz para começar – apenas um
leve começar - a criar uma consciência colectiva europeia..
Para saber mais
sobre o “euro”:
http://www.infoeuro.pt/
*Professora
portuguesa, reside em Castelo Branco, Portugal
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