
Webjornal - Quinzenal - Edição 35 - Aracaju,
03 e 10 de agosto de 2003
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Portugal
Online Por Margarida Ribeiro* Chama-se Fatias de Cá, este grupo de actores. São literalmente Amadores de teatro, porque o amam até ao ponto de, como dizem, pagarem para o fazer. O nome do grupo glosa o nome do mais célebre e delicioso doce da cidade, as Fatias de Tomar. Não se limitam, porém, a representar. Encenam as suas peças de teatro em cenários vivos, nas veredas de jardins ou entre paredes de velhos monumentos. Desta vez foi “Sonho de uma noite de Verão”, de Shakespeare, na Mata dos Sete Montes. Recebemos à entrada da cerca conventual um banco de desarmar, leve e transportável. Com ele ao ombro, subimos o longo jardim e penetramos na primeira clareira da mata. Somos recebidos com limonada, um vinho fresco e cestos de maçãs. E a peça começa a desenrolar-se ali, no mesmo espaço onde os que assistem se sentam. Depois são as próprias personagens que nos convidam a segui-las, mata dentro, ladeira acima. Banco ao ombro, caminhamos todos pelas veredas sombrias. Escapam-se alguns actores para reaparecerem subitamente numa volta do caminho, empoleirados sobre uma árvore, à boca de uma gruta, emergindo do arvoredo como numa súbita mágica. E a história anda em acções e falas, em caminhos andados e recantos descobertos. É a longa hora do crepúsculo de uma verdadeira noite de verão. Os sentidos combinam a fantasia da história com o mistério dos jogos de luz no arvoredo. É-se um pouco criança a brincar ao faz-de-conta. Acabado de contar o conto, actores e espectadores reúnem-se à volta de longas mesas e saboreiam um jantar que os passos dados tornaram apetecido. A próxima história é em Coimbra: “Inês de Castro”, no próprio lugar onde a sua história de amor aconteceu, a Quinta das Lágrimas. Estaremos lá todos… ««««««««««««««««««««« Para saber mais sobre os “Fatias de cá” http://www.tintafresca.net/ano1/n6/fatiasdeca.asp http://www.aac.uc.pt/cabra/82/cultura/4.html
*Professora portuguesa, reside em Castelo Branco, Portugal |
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