Webjornal - Mensal  - Edição 91 - Aracaju,  09 de julho a 13 de agosto  de 2006
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Reportagem

Uma ilha feliz

Localizada no Caribe, Aruba é um paraíso político, econômico e social com um povo hospitaleiro

Texto e foto Antônio Carlos Silva Ferreira*

Fui contemplado numa promoção cultural com uma viagem de sete dias a Aruba. Para quem não se lembra Aruba está bem ali no Caribe, a cerca de 20 km da costa da Venezuela.

O país

Aruba é uma ilha com 31 km de comprimento por 9 km de largura máxima e, apesar da proximidade com a Venezuela, não é uma dependência daquele país e sim estado membro do Reino da Holanda. A Holanda, que é responsável pela defesa e assuntos externos, nomeia um governador para representar o Reino na ilha. Os assuntos internos são decididos por um parlamento e um primeiro ministro eleitos pelos cidadãos de Aruba, que somam quase 100 mil habitantes.

A viagem

Embora localizada no Caribe, Aruba está fora da zona afetada por furacões. A proximidade com a Linha do Equador faz com que o sol esteja presente em quase todos os meses do ano. Deixamos Salvador, Bahia, às vésperas do inverno, com chuva e  temperatura oscilando entre 22-27 e encontramos Aruba com 32 graus e o sol se pondo pouco depois das 19 horas. Chegamos no aeroporto ao cair da tarde e embarcamos num ônibus Marcopolo (Made in Brazil) que nos levou até o belíssimo e confortável La Cabana Aruba Villas Resort.  O que não falta em Aruba são magníficos hotéis já que a economia da ilha é centrada no turismo. Lá não há rios e a água que se bebe vem do mar, e é dessalinizada e purificada antes de jorrar nas torneiras, de onde pode ser bebida diretamente.

Fora uma cervejaria de marca local (Balashi) e uma refinaria de petróleo (Valero) não vimos grandes indústrias em Aruba. Mas mesmo não tendo um parque industrial expressivo, Aruba está longe de ser uma ilha primitiva. Lá tem tudo de moderno e confortável que se pode ter no primeiro mundo.  Tanto que os supermercados são uma vitrine do planeta onde encontramos creme dental do México, manteiga da Holanda, feijão dos EUA, palitos de dente da China, biscoitos do Brasil, barbeador Gillette de Porto Rico. Nas ruas se vê automóveis numa diversidade enorme de marcas e modelos, certamente pela ausência do oligopólio de montadoras.

Paraíso total

As praias de águas límpidas e de uma cor verde-azul inebriante são o mais famoso cartão-postal das ilhas do Caribe e não deixamos de vê-las e curti-las, mas outros aspectos humanos chamaram a nossa atenção em Aruba.  Aruba foi descoberta por espanhóis e esteve sob domínio inglês e holandês o que  legou ao povo local a habilidade de falar os 03 idiomas. Além destes fala-se freqüentemente o papiamento, que é exatamente uma mistura das 03 línguas, mais elementos do francês e do português. 

O povo arubiano é por demais hospitaleiro, adoram falar com turistas e sempre perguntam se é a nossa primeira vez na ilha, o que estamos achando e de onde somos. Não é nada difícil entender porque numa ilha onde faz sol o ano todo, as praias são belíssimas e hospitalidade é a tônica do povo poliglota, o turismo tenha sido descoberto como uma vocação natural. Quase todas as pessoas trabalham na indústria turística, não ouvimos falar em taxa de desemprego e o índice de violência é desprezível.

O que vimos em Aruba foram ruas bem pavimentadas, limpas,  bom sistema de transporte coletivo e ausência de pedintes nas ruas. Soubemos, por moradores locais que nem o governador tem guarda-costas, ninguém anda armado, exceto os policiais em serviço. Todos têm direito à propriedade, todos têm uma boa casa para morar, educação pública de qualidade, emprego, segurança, tranqüilidade.  Isto faz da ilha um paraíso político, econômico e social, além de paraíso turístico. Não é à toa que em todas as placas de carro de Aruba está escrito ONE HAPPY ISLAND.

*Fotógrafo amador, ex- publicitário e bancário da Caixa Econômica Federal. Reside em Salvador

                            

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