
Webjornal - Mensal - Edição 93 - Aracaju, 17 de setembro
a 15 de outubro de 2006
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Eleições 2006 Colloridos, fernandistas e lulistas Por Rodrigo Marinheiro* Assim como todo profissional da mídia, recebi instruções que me guiarão nas explanações que aqui fizer, mas não apenas no site, na TV também. As recomendações são óbvias como, por exemplo, não demonstrar preferência por algum candidato. No entanto não creio que minha opinião possa atrapalhar a corrida eleitoral. Há tempos manifesto minhas idéias e há tantos iguais sei quem vencerá a eleição deste ano, como prova aconselho a leitura da crônica A lógica é 2006 copiar 2002, escrita em dezembro passado. Essa minha profecia se concretizará porque o Brasil é um país que está anestesiado, mas não faz a operação. Há anos o Brasil corre atrás do próprio rabo porque há um circulo vicioso em nossas esferas políticas e também em nossas camadas sociais. Existe uma morosidade neste país para se saber os culpados e puni-los porque aqui é o único lugar do mundo onde as coisas desacontecem. Na história do Brasil já tivemos catástrofes, guerras e até morticínios movidos por interesses econômicos e políticos porque prevalece o poder destruidor da burrice e da estupidez dos que governam. Mas se não conseguirmos mudar um pouco o país no dia 8 de outubro, é porque os burros somos nós mesmos! Gostaria de ver um candidato tratar o outro com virilidade a ponto de cometer vitupérios! Entretanto, até aqui, estamos simplesmente diante da mais monótona empreitada eleitoral da história brasileira. As campanhas estão se baseando no que, eventualmente, se poderá fazer pelos mais pobres. Transformaram a miséria em uma bandeira política. Isso porque falar da miséria alivia os grã-finos. Para eles a miséria somente é um problema existencial, até mesmo para aquele que um dia já foi pobre. Estou ansioso para ver o debate de todos os presidenciáveis no dia 28 de setembro na Rede Globo, afinal, no debate a verdadeira sintaxe do candidato aparece, já que não há como utilizar a correção dos "speechwriters". O debate realizado no Rio de Janeiro será a chance de Alckmin levar a peleja com Lula para o segundo turno e tentar se igualar a Jânio Quadros, que há 45 anos foi o último governador de São Paulo a se eleger presidente. Vale lembrar também que o eleitorado apoiador da reeleição é o mesmo que em quatro oportunidades não escolheu o atual presidente para ocupar um cargo no Executivo (uma para governador de São Paulo, em 1982, e três para a Presidência -1989, 1994 e 1998). Apesar dos 17 anos de diferença que há nesta comparação, o eleitorado "collorido", "fernandista" e "lulista" é o mesmo e ainda sofre dos idênticos males, como ser pobre, desorganizado e desarticulado. Hoje, infelizmente, a estupidez, a imbecilidade e a burrice dominam o Brasil! *Rodrigo Marinheiro é cronista e produtor do telejornal SPTV da Rede Globo de Televisão. As opiniões expressas pelo articulista não necessariamente refletem as opiniões da empresa onde ele trabalha. |
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