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viagem Uma Europa diferente II Associada a conflitos políticos, a região dos Bálcãs oferece riqueza histórica e belas paisagens Segunda e última parte da matéria Uma Europa diferente Texto e fotos Paulo Rogério Nunes*
FRY-Macedônia Depois de passar quase três meses na Sérvia, resolvi conhecer meus vizinhos, os países balcânicos. O primeiro plano era ir a Atenas e depois para Istambul de trem. Para isso eu teria duas opções: a primeira era mais difícil, ir até Sofia, na Bulgária, depois pegar outro trem para Tessalonique e finalmente pegar um último trem para Atenas; a segunda era mais “fácil” e bastava apenas pegar um trem de Nis diretamente para Atenas. Eu só esqueci que no meio do caminho havia uma Macedônia. Havia uma Macedônia no meio do caminho. A FYR-Macedônia (nome oficial do país, com a sigla em inglês Yugoslav Republic of Macedonia) é uma das ex-repúblicas da Iugoslávia que faz fronteira ao norte com a Sérvia, ao oeste com a Albânia, a Grécia ao sul e a leste com a Bulgária. O país tornou-se independente em 1991 através de um referendo popular e foi admitido oficialmente em 1993 pela ONU. Mas, ainda hoje, está em disputa diplomática com a Grécia. O motivo: o nome Macedônia, que já era utilizado por uma província grega. O fato é que a Grécia não admite, em hipótese alguma, o uso dessa nomenclatura, pois, como se sabe, foi no estado grego da Macedônia que nasceu o famoso Alexandre, o Grande. É como se parte da Argentina se tornasse independente, passasse a ser chamada Rio Grande do Sul e seus patrícios serem conhecidos como gaúchos. Isto desencadeou um bloqueio comercial por parte dos gregos e um conflito nas relações bilaterais. Retomando a história da minha viagem, optei pelo caminho mais curto. Como manda o ditado, “a pressa é inimiga da perfeição”. Ao chegar à fronteira Sérvia-FRY Macedônia fui abordado por um policial macedônio que só falava duas frases: “Visa problem!” e “Hayde”, respectivamente. “Problemas com o visto” e “caia fora, vamos!”. O problema é que eu não tinha o chamado visto de trânsito para cruzar o tão “visitado” país FYR-Macedônia. Provavelmente, eles acharam que eu era mais um forasteiro querendo viver ilegalmente em um país “cheio de imigrantes”, com a imensa população de aproximadamente 2 milhões de pessoas. Tentei argumentar que estava indo para a Grécia, que tinha um tíquete que comprovava isso, apelei para Ronaldinho, Pelé... Nada. Resumo da ópera: fiquei quase 10 horas na fronteira, sendo vigiado por guardas e sem direito a sequer um lanche. Voltei para a Sérvia bastante chateado, mas rapidamente refiz meus planos para visitar as duas mais importantes cidades da península balcânica, Atenas e Istambul. Dessa forma, por não ter alternativa, escolhi o caminho mais difícil. Peguei o trem para Istambul. Brasileiros são raros naquela região, na estação onde comprei meu tíquete de viagem o atendente ficou espantado quando pegou meu passaporte. Ele disse sorrindo “trabalho nessa estação há 20 anos e nunca vi um brasileiro tentando viajar por essa região”. E mais: no sistema de computador não havia o país Brasil. Resultado: fui cadastrado como cidadão norte-americano. Istambul A viagem para Istambul foi uma das mais emocionantes da minha vida. Primeiro porque eu nunca havia viajado pelos trilhos, aliás, somente no perímetro urbano. Segundo, porque a cada estação eu já ficava ansioso para ver quem entraria no vagão, que, por sinal, só não era mais sujo que o trem Calçada-Paripe, aqui do subúrbio de Salvador. Entraram ciganos, vendedores ambulantes, pedintes, bêbados... Quando cheguei à Bulgária tive a maior surpresa da viagem. Eu estava dormindo e em poucos minutos acordei com meu vagão cheio de pessoas, mais especificamente uma família. De maneira muito estranha eles se acomodavam nas poltronas e me olhavam desconfiados, afinal eu era o único “estranho no ninho”. O tempo passou e a senhora gorda, a matriarca da família, começou a puxar conversa em búlgaro. De onde você é? Para onde vai? Onde aprendeu sérvio? Dei as devidas respostas, e pela primeira vez me senti um gringo tentando falar um idioma do qual nunca vi a cara da gramática. Sérvio e Búlgaro são idiomas diferentes, mas próximos, algo como português e espanhol. O problema é que nenhum deles falava inglês. Então, o meu sérvio mais que básico era a única forma de comunicação – afora os gestos, é claro. Ficamos amigos e ofereceram-me até Rakia, a famosa cachaça daquela região. Mas, chegando à fronteira da Bulgária, o que era uma viagem tranqüila se transformou num momento inusitado, os meus colegas de vagão começaram a jogar várias caixas de cigarro embaixo do meu banco, percebi que alguma coisa estava errada. Em poucos minutos presenciei uma cena cômica. A referida família estava recheada de maços de cigarro por todo o corpo – principalmente a mais velha, que tinha uma faixa de lycra na região da barriga que comportava mais de 50 caixinhas. Sem falar nas outras que deveriam estar escondidas embaixo da saia, eu presumo. Faltando uns cinco minutos para a parada na fronteira, os passaportes da família estavam devidamente recheados com cédula de levs, a moeda búlgara para que os guardas “esquecessem” do código penal que condena o contrabando de mercadorias internacionais. Dito e certo. Os guardas chegaram, retiraram os dinheiros e deram um sorriso maroto ao pegarem meu passaporte verdinho. Enquanto suava, pensava com os meus botões - eles vão querer dinheiro. Tive sorte, não pediram nada, e escapei de ser preso com as mercadorias que estavam bem embaixo do meu banco. Por sorte não passei de cúmplice a réu. Depois do episódio, como que se justificando dos atos ilícitos, a alegre-senhora-dos-cigarros–debaixo-da-saia sorriu para mim e disse “Máfia búlgara, meu filho. Não tem emprego!”. Em Sofia, descemos e dei o adeus para aquela família que é o retrato da exclusão social nas ex-repúblicas socialistas. Nunca mais esquecerei da máfia búlgara de cigarros e da senhora alegre que me ofereceu Rakia em um trem sujo rumo à Istambul. Antes mesmo de chagar em Istambul entendi, definitivamente, que estava visitando uma cidade diferente. Do trem, ao alvorecer, ouvi a chamada para as orações em uma mesquita. Na Turquia, assim como em todo país islâmico, através de alto-falantes os fiéis são convocados para orar cinco vezes ao dia nas mesquitas. Visitar aquela cidade significa desfrutar de uma experiência única, principalmente pelo seu estilo excêntrico, que dificilmente é encontrado em outra grande metrópole. Caminhar em Istambul é sentir o cheiro forte dos chás de maçãs, que são servidos gratuitamente aos fregueses de qualquer loja. É sentar despretensiosamente na frente do mar Bósforo e contemplar a vista de um outro continente – no caso, a Ásia – que fica logo ali. É fumar narguilé no final da tarde ouvindo Sezen Aksu.
A cidade mais cobiçada da história inspira poesias e nostalgia aos visitantes. Para quem não sabe, Istambul de hoje foi a Constantinopla tão explorada nos livros de história. Foi a cidade mais mercante de outrora, mas que, ainda hoje, guarda a vocação para o comércio. Uma cidade que se orgulha de ter sido sede de três impérios. O Império Romano no oriente, do Bizantino e, também, do islâmico Império Turco-Otomano. Istambul é uma cidade de contrastes culturais, uma sociedade que por um lado preserva sua matriz religiosa conservadora e por outro flerta com as posturas liberalizantes do mundo ocidental. Andando em Istambul você pode encontrar tanto mulheres cobertas com burcas até jovens usando All-star e ouvindo música no IPod, além de garotas com cabelos vermelhos no estilo punk. Lojas ocidentais como Starbucks, Levi’s, Mc Donald’s podem sugerir aos desavisados que eles estão em Nova Iorque ou São Paulo, só com um detalhe, uma quantidade expressiva da metrópole pára no momento das orações. Para atender à demanda de um público tão grande (aproximadamente 15 milhões de habitantes) existem na cidade mais de mil mesquitas, que dividem espaços nas ruas centrais e periféricas com os painéis publicitários. Uma das cenas mais curiosas que vi na cidade foi um travesti fazendo "ponto" em uma esquina de um luxuoso hotel do centro de Istambul. Esse fato não causaria espanto algum para qualquer viajante, se o hotel não se chamasse "Ramadã", o mês sagrado da religião mulçumana. Como vocês sabem, a homossexualidade é veementemente proibida no Islã. Um costume que confirma a veia comerciante turca é o “marketing do chá”. Na Turquia, em qualquer loja que você vá, com certeza, te servirão chá de maçã, mesmo que você não feche negócio. É claro que ir à Turquia e não comprar as especiarias do Oriente é o mesmo que ir ao Rio de Janeiro e não visitar o Cristo. Sendo assim, é quase certo que após tomar chá os clientes rendam-se às compras. Confesso que fiquei viciado no sabor agradável e efeito relaxante do chá turco. Trouxe um pacote grande para Salvador. Em Istambul, não resisti, fiz algumas visitas do tipo “turista da CVC”, ou seja, visitei os monumentos e sítios históricos. Em geral, prefiro conhecer pessoas, perguntar muito e às vezes visitar algum lugar desse gênero. Também pudera, precisava conhecer, ao menos, a Mesquita Azul ou Mesquita do Sultão Ahmed, uma das mais belas do mundo. Lá, com os sapatos devidamente removidos, conversei com um senhor que era turco e que morou mais de 30 anos em Berlim. Falava inglês, alemão, turco e um pouco de árabe. Esse gentil senhor me contou os detalhes sobre a religião, que livro nenhum de história pode esclarecer. No silêncio da mesquita, sentado no carpete, aprendi sobre a Sharia (lei islâmica) que regula desde alimentação à vestimenta dos cidadãos de um país mulçumano. Na Turquia não é assim. O país não é teocrático. O fato que me deixou mais apaixonado pela Turquia foi a sua proximidade com os países asiáticos, do norte da África e do Oriente Médio. Andando pelas ruas de Istambul fiz amigos que dificilmente faria no Brasil. Encontrei etíopes, sudaneses, iranianos, iraquianos, indianos, afegãos e curdos. Esses dois últimos, um capítulo à parte. A Turquia é o país que mais abriga pessoas da etnia curda (20% de toda população turca). Os curdos estão presentes em países como Irã, Iraque, Síria e Turquia, além de Líbano, Armênia, Azerbaijão e na sua diáspora européia, principalmente na Alemanha. Mas na Turquia a questão curda é mais complexa. Essa minoria reivindica a criação de um estado-nacional no sudeste turco (o Curdistão) e tem como principais divulgadores dessa idéia o Partiya Karkerên Kurdistan (PKK) (Partido dos Trabalhadores do Curdistão), que entrou na ilegalidade em 1993 e é considerado pelo governo turco, União Européia e Estados Unidos como um grupo terrorista. Os curdos são considerados a maior nação sem território do mundo. Na realidade, conversando com um rapaz curdo, que trabalhava em uma lanchonete no centro de Istambul, percebi que a vida para aquele grupo social não é nada fácil. Primeiro, porque os curdos estão nos piores postos de trabalho daquele país e qualquer crítica ao governo e aos símbolos turcos podem ser enquadrados como crime de subversão, o que pode levá-los à prisão, além de serem proibidos de falar o seu idioma em território turco. Isso ocorre em um país que pleiteia um assento na União Européia e possui um significativo desenvolvimento econômico. No quesito “amigos excêntricos”, um merece menção especial. Em uma das lojas do Centro Histórico de Istambul encontrei um cativante vendedor que, quando soube que eu era brasileiro, me contou várias histórias, que custei a acreditar. Esse rapaz, de aproximadamente 30 anos, e religioso fervoroso, contou-me que fez parte do exército afegão na época do recente conflito no Afeganistão - só esse dado já faria valer as quase 5 horas que passei conversando com ele, sentado num caixote, tomando chá de maçã, enquanto ele atendia outros turistas. Conversa vai, conversa vem, contou-me que sua família ainda mora no Afeganistão e que ele estava apenas juntando dinheiro na Turquia para voltar a sua Pátria e somar-se aos grupos que até o presente momento estão guerreando contra os Estados Unidos no interior do país. Para completar, me informou que quando da sua estadia no exército foi eleito intérprete para a comunicação entre prisioneiros do Talibã e oficiais da CIA. Mas saiu do exército ao ver um dos agentes americanos espancando um colega de fé, no caso um membro do Talibã islâmico. O então soldado cuspiu no rosto do agente e desertou do exército. Segundo o jovem, os Estados Unidos brincam com o Afeganistão como se estivessem usando marionetes. E que o próprio Bin Laden é peça-chave nesse jogo de interesses e desculpas para ocupar aquele que já foi um estável país do Oriente Médio. Naquela conversa, senti um ódio muito grande dos que ele denominava “infiéis”, principalmente as potências ocidentais e o governo de Washington. O que mais impressionou foi quando questionei se ele não tinha medo de morrer, e ouvi: “Se um infiel morre, irá para o inferno. Eu não, irei para um paraíso, será uma honra”. Aqui vale uma ressalva. Não quero ser irresponsável em passar uma imagem negativa sobre o Islã. Entendi naquela conversa que as relações imperialistas criadas pelo ocidente estimularam um sentimento de revolta muito grande na população árabe, também expresso pelas palavras do vendedor afegão. A Jihad, nesse sentido, seria muito mais política do que religiosa. Seja como for, não tenho pretensão, neste texto, de me posicionar sobre o assunto. Descobri uma outra curiosidade sobre o Islamismo na Turquia. Existem entre os mulçumanos uma corrente mística que é bastante interessante, os Sufis. O Sufismo, criado no século VIII, é uma filosofia de auto-conhecimento e contato com o divino através de práticas meditativas, retiros espirituais, danças, poesia e música. Sua filosofia é “estar no mundo, mas não ser dele”, ou seja, um completo desprendimento das coisas materiais. Normalmente, o Sufismo é praticado de maneira secreta, como se fosse uma seita. Entretanto, nas ruas de Istambul é possível ver algumas representações das danças sufis, que emocionam os espectadores. Atenas Saí de Istambul com sensação de incompletude, de que deixei de conhecer muitas outras coisas, como as cidades de Éfesus e Tróia (apresentações dispensáveis) e Kusadasi, o destino turístico preferido dos Bálcãs. Peguei o trem para Atenas. Na viagem, fui acompanhado de um engraçado iraniano que estava indo à Atenas pra tentar um PHD em filosofia. Ele já tinha 2 dias viajando, de Terrã até Istambul, iria passar mais um dia e meio até chegar à capital ateniense. Na conversa, espantei-me com o fato do jovem, na condição de islâmico, criticar o estado teocrático e destacar que o presidente Mahmoud Ahmadinejad é controlado pelos líderes religiosos. Conversamos de futebol à cultura persa - aliás, a República Islâmica do Irã pode ser chamada, ainda hoje, de Pérsia. Outro fato inusitado ocorreu quando meu amigo iraniano me mostrou o seu passaporte, no qual consta na contracapa a seguinte inscrição: “Passaporte válido para todos os países com que o Irã mantém relações diplomáticas, com exceção do território ocupado da Palestina”. Um recado direito para Israel, que até hoje não é reconhecido como estado-nacional. Se um turista desavisado visitar Israel antes de ir ao Irã, provavelmente não conseguirá entrar no país dos aitolás.
Quando cheguei a Atenas, meu primeiro impacto foi observar que a cidade, curiosamente, é quase toda pintada de branco. Do alto dos morros podemos ver um céu acinzentado e uma imensidão de casas e pequenos prédios. A cidade não é como outras metrópoles, lá não vi arranha-céus. A cidade lembra Salvador em algumas áreas, principalmente a zona sul, com uma orla que fica, às noites, repleta de jovens nos bares, restaurantes e cafés. No Centro Histórico, a principal atração é a Acrópole, as ruínas da antiga Atenas, conhecida internacionalmente e que do alto e iluminada mostra a imponência da “Cidade dos Deuses”. Eu já tinha ouvido falar em “mula sem cabeça”, mas na Grécia conheci “estátuas sem cabeça”. Explico melhor, é que em Atenas vários dos monumentos foram decapitados pelos turcos, quando da invasão Otomana, sendo vendidos para os franceses e ingleses e hoje estão nos museus de Paris e Londres. Mesmo depois da entrada da Grécia na União Européia o pleito do retorno dessas obras não foi atendido, representando um atentado à soberania nacional grega.
Depois de andar pela cidade e visitar a maior parte dos sítios históricos fui descansar em uma praça.Conheci então um senhor paquistanês que vivia como imigrante em Atenas. Ele me levou para fazer um city tour na cidade e visitar locais pouco conhecidos pelos turistas, o que me fez aprender mais coisas sobre a religião mulçumana. Exilado na Grécia por conta dos conflitos entre o Paquistão e a Índia, na disputa pela região da Kashimira, este senhor vive do trabalho informal. Perguntado se desejava voltar para o seu país, a resposta foi um sonoro não. Apesar da saudade, a instabilidade política é um fator que desencoraja os imigrantes da Europa a voltarem para suas Pátrias. Constatei isso ao conversar com dois sudaneses que já moraram em Istambul, Atenas e pegaram o mesmo trem que eu para “tentar a vida” na Bulgária. O Sudão está em conflito há vários anos, sobretudo, na região de Darfur. Lá, até o presente momento, já morreram mais de 300 mil pessoas em um conflito étnico-religioso entre árabes e negro-africanos. As ruas de Atenas são repletas de imigrantes, principalmente senegaleses, paquistaneses e nigerianos que disputam espaços para vender bolsas e outros produtos falsificados. O país desfruta de um bom momento econômico depois de ter entrado na União Européia e sua receita tem no turismo o principal pilar. A vida noturna da Grécia consegue superar países como Alemanha e França, sobretudo, nas chamadas Ilhas Gregas. Por falar em Ilhas, há uma lenda de que cada grego tem uma ilha particular. São 6.000 ilhas habitadas e 227 virgens. O litoral grego é maior que o do Brasil, não é à toa que as marinhas de todo o mundo se espelharam no exemplo desse país que é uma típica civilização marítima. A experiência de viajar pelos Bálcãs, uma região ainda pouco visitada por brasileiros, me fez compreender que, muito melhor que os destinos tradicionais (França, Inglaterra, Alemanha e Estados Unidos), os países ditos periféricos podem se tornar destinos de maior importância no futuro. A região balcânica, o Leste Europeu, países asiáticos (Índia, Cingapura, Tailândia) e da África (Cabo Verde, Moçambique, Gana etc.) já podem ser alternativas para turismo e negócios. A Felicidade de compartilhar minha experiência em alguns países balcânicos é proporcional ao meu desejo de desbravar, no futuro próximo, novos roteiros não-convencionais. Idéias e propostas dos leitores serão sempre bem-vindas. *Publicitário e especialista em Política e Planejamento Estratégico. Viajou aos Bálcãs para participar de um programa de intercâmbio profissional sobre Responsabilidade Social, promovido pela organização AIESEC. Mora em Salvador. E-mail: rogerio@midiaetnica.org |