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cultura A periferia brilha Nos bairros pobres de Aracaju, grupos artísticos mostram talento e disposição para vencer as dificuldades Texto: Zezito de Oliveira* Fotos: Caravana Arcoíris
Quem foi
ao
Gonzagão
na noite do sábado, 28 de setembro, teve uma grande surpresa com a beleza da
diversidade da produção cultural da nossa juventude. Pelo palco principal,
tablado da pista de dança e palco do espaço Gonzaguinha desfilaram cantores,
grupos musicais, grupos de dança, teatro de bonecos e quadrilhas juninas:
Grupo Musical Luzeiro do Orerê,
Companhia de Dança Rick di Karllo, Teatro de
Bonecos, Projeto Arte Cênica na Escola, Grupo de Dança Balangudango, Grupo
Popular de Dança Asa Branca, Samba Inocente,
Quadrilha Junina Asa Branca,
Quadrilha Junina Luiz Gonzaga,
Forró Só Mais Eu,
Galera do Ghetto, Grupo Break Boys,
Minho San Liver,
Ilânio Oliveira e Forró Pé de Serra, além de artesãos que expuseram os seus
produtos em uma área reservada para esse fim.
Os artistas/educadores da Caravana Internacional Arcoiris por La Paz, atualmente hospedados no espaço, coordenaram um ritual de abertura saudando a diversidade cultural dos povos que habitam o planeta, acompanhado de um canto indígena que celebra os quatro elementos que nos proporcionam viver como ser vivo: O ar, a terra, o fogo e o ar, além da bela projeção de algumas imagens coletadas pela Caravana em diversos lugares, em sintonia com movimentos de expressão corporal das bailarinas do grupo Balangudango e o fundo musical, composto pelas músicas pacifistas do grupo musical Luzeiro do Orerê.
Entre os aspectos que mais chamaram a atenção, destacamos o fato de uma
parcela expressiva dos artistas e grupos terem pouco tempo de organização e
de ensaios e alguns, mesmos os mais antigos, terem tido poucas oportunidades
para se apresentar em espaços com a qualidade da estrutura oferecida pelo
Gonzagão. E a maior surpresa foi exatamente essa: a excelente performance da
maioria dos novatos.
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